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26.8.13

...


Vá com alma, vá com calma, mas vá.
E volte, me note, me adote.
Anote tudo o que acontecer porque depois vou querer saber
o que te fez vir aqui me contar tudo que passou.
E se tenho tanta certeza que virá,
não é porque tô rogando praga, nem nada,
é só porque sinto que no teu lugar, eu também voltaria,
só por voltar, só pra estar, só pra ficar.

(Aline M. Abdalah) 


1.8.13

Sobre Coisas Que Não Quero Mais

Hoje, terminei o dia com sede de mudança. Comecei por arrumar meu quarto. Não que meu mundo esteja resumido a ele, mas grande parte está contida nele. Lembranças, fotografias, roupas de festa, pijamas que me acompanham ao longo do dia, brinquedos que marcaram a minha infância, souveniers que ganhei de amigos (ou pessoas que nem reconheço mais), alguns sapatos espalhados, folhas e mais folhas reviradas – de pensamentos soltos.

Olhei pro canto detrás da porta e vi pôsteres enrolados. Passou uma tempestade de boas recordações em minha cabeça, de um tempo que eu daria a vida por alguns daqueles grandes ídolos. Mas o tempo passou... As paixões amadureceram e se tornaram apenas admirações. Refleti: Não foram as únicas paixões que amadureceram, e mudaram. Algumas perderam toda a sua força.

Decidi que dali em diante toda a minha vida estaria reestruturada. E aquela desordem, aquela bagunça teria fim.

Assim como as coisas, passei a encarar as pessoas. Pessoas que não quero mais. Não preciso que esteja ao meu lado quem quer me ver por baixo, quem quer sugar minhas energias ou enganar meu amor. Se tem uma coisa que já aprendi há tempos, bem antes dessa faxina começar, é que amor é tão sagrado que não deve ser desperdiçado. E eu não seria leviana com meus próprios conceitos.

Outrora aprendi a não amar por apego. Amor tem que ser diálogo, tem que conter resposta e mútuo interesse. Por hoje, aprendi que além de não desperdiçar amor também não desperdiçaria minha tão solene companhia. A partir de amanhã de manhã, só estarei presente na vida de quem me quer bem, de quem faz questão de participar do meu cotidiano, ou se não todo dia, que se sinta feliz em participar de alguns eventos. Não preciso que se doem por inteiro, mas que sejam ombro amigo sem maiores pretensões e sem eu precisar pedir.

Por mim, eu arrastava os móveis e os escondia com lençóis coloridos, lixava as paredes para tirar aquela cor pálida que o vendedor da loja de tintas conseguiu convencer a minha mãe a levar, e tratava de pintá-las de poá. Tão mais justo comigo mesma deixar o ambiente do jeitinho que eu gosto. Tão harmonioso ver que as coisas estão levando o rumo que eu gostaria que levasse. Mas aí pensei duas vezes antes de começar essa obra, e vi que certas mudanças não podem ser feitas da noite para o dia. Devem ser idealizadas, arquitetadas e agendadas, para que assim saia melhor que a encomenda. Porque mudar por mudar não significa evoluir.


(Aline M. Abdalah)

26.4.13

...

(...) Até que eu descobri que era mais uma paixão dessas cem outras que eu já tive. O que mudou foi o depois. Depois dessa eu aprendi e até jurei...

Prometi não mais me apaixonar, nem perder a cabeça. Prometi não prometer que vai durar para sempre, porque já vi que isso é uma das promessas mais certas de não vingar. Prometi não amar mais. E prometi mentir um pouquinho, só de vez em quando, quando isso acalentar o coração, por mais perturbador para a alma que seja.


(Aline M. Abdalah)
 

3.12.12

s2

"E mesmo com tudo diferente, veio mesmo - de repente - uma vontade de se ver. E os dois se encontravam todo dia, e a vontade crescia, como tinha de ser (...)

E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?"

(Legião Urbana)


6.8.12

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Eles não concordavam em muita coisa.
Discutiam o tempo todo pelos motivos mais banais.
E um desafiava o outro todos os dias.
Mas - apesar das diferenças - eles tinham uma coisa importante em comum:
Eram loucos um pelo outro!

(Diário de Uma Paixão)