terça-feira, 27 de agosto de 2013

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

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Vá com alma, vá com calma, mas vá.
E volte, me note, me adote.
Anote tudo o que acontecer porque depois vou querer saber
o que te fez vir aqui me contar tudo que passou.
E se tenho tanta certeza que virá,
não é porque tô rogando praga, nem nada,
é só porque sinto que no teu lugar, eu também voltaria,
só por voltar, só pra estar, só pra ficar.

(Aline M. Abdalah) 


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Só Não é Feliz Quem Não Quer

Encare a vida como se existissem apenas: você, uma esplendorosa montanha e um horizonte a perder de vista. Você pode acomodar-se com a mísera distância que sua visão o permite enxergar, ou não.
Pode investir na subida, mas se cansar no meio do caminho e optar pelo mais fácil, entendendo que “para descer todo Santo ajuda”, desistindo do melhor que ainda está por vir.
Pode continuar a caminhada alimentando-se de demasiadas expectativas que serão frustradas quando chegar ao destino (Por isso, não se esqueça de manter o pé na montanha, digo, no chão.); poderia até subir o suficiente para, então, se jogar do precipício, e estragar tudo o que viveu até agora.
Ou pode avançar a montanha sem pressa, porém repleto de atitude e determinação, com esperança de encontrar a fronteira para um mundo melhor, onde seus horizontes serão superados, seus olhos passarão a enxergar mais do que você pôde ver em toda a sua vida.
Nesta última hipótese, você encontrará um local paradisíaco repleto de flores magnificamente raras, que jamais conheceria se continuasse no sopé da montanha, por uma questão climática ou por mero desmerecimento. Foi bom ousar, esta foi sua primeira lição.
E encontrará não somente isto, mas um povoado lá ao longe, um novo e belo povoado, totalmente desconhecido e nem mesmo sonhado, pois seu cotidiano não permitia tal imaginação, afinal só havia você, a montanha e o horizonte, não é mesmo?!
Essa reviravolta no seu mundinho exterior provocará uma avalanche em seu mundo interior; uma quebra de barreiras, onde os velhos hábitos se tornarão apenas memória, encarregada de ser o pilar de suas novas descobertas, preenchendo sua rotina com mais entusiasmo e sabedoria.
Toda esta experiência fará você raciocinar de grandiosas maneiras, florescerá em seus pensamentos objetivos majestosos, e acima de tudo, será a base para novas conquistas. A vida se renova quando menos se espera!
Mas qualquer descoberta só terá realmente o valor que você resolva empregar nela. Você enxerga exclusivamente aquilo que quer ver, percebe somente o que sente, com a cabeça e com o coração. O sentido da vida só você pode definir. Por isso que eu digo sempre: olhe a frente, siga em frente. Busque coisas novas. Jamais se acomode. Sonhe alto, suba montanhas. Respeite o dom que você adquiriu ao nascer, seu dom é a vida! É com ela que você tem que se importar, dedicar-se; até porque ninguém fará isso no seu lugar.


(Aline M. Abdalah)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sobre Coisas Que Não Quero Mais

Hoje, terminei o dia com sede de mudança. Comecei por arrumar meu quarto. Não que meu mundo esteja resumido a ele, mas grande parte está contida nele. Lembranças, fotografias, roupas de festa, pijamas que me acompanham ao longo do dia, brinquedos que marcaram a minha infância, souveniers que ganhei de amigos (ou pessoas que nem reconheço mais), alguns sapatos espalhados, folhas e mais folhas reviradas – de pensamentos soltos.

Olhei pro canto detrás da porta e vi pôsteres enrolados. Passou uma tempestade de boas recordações em minha cabeça, de um tempo que eu daria a vida por alguns daqueles grandes ídolos. Mas o tempo passou... As paixões amadureceram e se tornaram apenas admirações. Refleti: Não foram as únicas paixões que amadureceram, e mudaram. Algumas perderam toda a sua força.

Decidi que dali em diante toda a minha vida estaria reestruturada. E aquela desordem, aquela bagunça teria fim.

Assim como as coisas, passei a encarar as pessoas. Pessoas que não quero mais. Não preciso que esteja ao meu lado quem quer me ver por baixo, quem quer sugar minhas energias ou enganar meu amor. Se tem uma coisa que já aprendi há tempos, bem antes dessa faxina começar, é que amor é tão sagrado que não deve ser desperdiçado. E eu não seria leviana com meus próprios conceitos.

Outrora aprendi a não amar por apego. Amor tem que ser diálogo, tem que conter resposta e mútuo interesse. Por hoje, aprendi que além de não desperdiçar amor também não desperdiçaria minha tão solene companhia. A partir de amanhã de manhã, só estarei presente na vida de quem me quer bem, de quem faz questão de participar do meu cotidiano, ou se não todo dia, que se sinta feliz em participar de alguns eventos. Não preciso que se doem por inteiro, mas que sejam ombro amigo sem maiores pretensões e sem eu precisar pedir.

Por mim, eu arrastava os móveis e os escondia com lençóis coloridos, lixava as paredes para tirar aquela cor pálida que o vendedor da loja de tintas conseguiu convencer a minha mãe a levar, e tratava de pintá-las de poá. Tão mais justo comigo mesma deixar o ambiente do jeitinho que eu gosto. Tão harmonioso ver que as coisas estão levando o rumo que eu gostaria que levasse. Mas aí pensei duas vezes antes de começar essa obra, e vi que certas mudanças não podem ser feitas da noite para o dia. Devem ser idealizadas, arquitetadas e agendadas, para que assim saia melhor que a encomenda. Porque mudar por mudar não significa evoluir.


(Aline M. Abdalah)